Afinal era o pior

Afinal desta vez não telefonaram porque não era para receitar Trisequens.. Desta vez é que iam ter a tal conversa da anti-mulleriana e da doação de ovócitos.
A Dtra disse, muito correta, que “esta conversa é presencial, não se costuma ter por telefone mas, uma vez que telefonou, não lhe vou mentir”
Afinal a baixa reserva ovárica não é sintoma do Kallmann. Segundo disse a Dtra, além do Kallmann, tenho baixa reserva ovárica.
Ou seja, basicamente, na última consulta deram-me apenas o resultado da anti-mulleriana, quando deviam ter esperado pela resposta em reunião para dizer tudo de uma vez. Para termos a tal conversa – que eu esperava ouvir na última consulta – sobre a ovodoação.
Entretanto, graças ao blogue, recebi o comentário da Manuela, que tinha passado pelo HUC para tentativa de segundo filho e, nos seus 2 tratamentos nunca chegou à transferência porque os óvulos estavam imaturos. Por já ter 39 anos foi diretamente para o privado e adivinhem? Conseguiu à segunda mas nunca lhe disseram que os óvulos estavam imaturos.
Após este comentário, deixei de ter qualquer esperança no HUC.
Agora que nos queriam mandar para ovodoação estamos a pensar ainda não o fazer. Queremos fazer nova tentativa, num outro hospital e só se aí nos disserem o mesmo é que partimos para ovodoação.

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13 thoughts on “Afinal era o pior

  1. Infelizmente, a minha “relação” com os HUC é péssima. Porém, devo referir, como se constata no meu blogue, trata-se de uma outra área. Contudo, assuntos que me parecem que devem ser tratados frente a frente, com sensibilidade, ditos de forma nua e crua por telefone e um tratamento “leviano” fizeram-me recuar às vivências de até 1 anos atrás.
    Como disseram os outros comentadores, há que insistir nos tratamentos experimentando outros hospitais e clínicas. Enquanto houver vida há esperança. Força!!!!!!

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    • A sua luta foi numa área bastante mais complicada.. Desta vez, só foi por telefone por minha culpa. Mas não há sensibilidade para connosco, nem frente a frente. Não há ali e não sei se haverá em qualquer outro hospital público. Para eles somos apenas números. Números com ouvidos mas sem coração.
      Não por parte das enfermeiras.. Desse lado há uma palavra amiga, um toque no ombro, um olhar de compreensão. Deviam ser elas a dar as más notícias aos pacientes!
      Tenho a certeza que o faziam com o coração.. E não de forma bruta e fria como fazem as doutoras..
      É triste e desanimador que assim seja. Destrói uma pessoa..
      Ali, com o tratamento que recebemos, temos de ser ainda mais fortes e não devia ser assim. Eles deviam estar lá para nos informar mas também para apoiar no que pudessem e não para nos empurrar ainda mais para baixo..
      Muito obrigada pelo apoio 🙂

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      • Uma vez mais, as suas palavras são-me familiares. Muito familiares! E é triste. Excessivamente triste. Afinal, que tipo de médicos preparam as nossas universidades? Quantos são aqueles que seguem medicina por vocação?
        Dado ter facilidade em me colocar no papel do outro, entendo cada palavra que diz. Mas nos doentes terminais de cancro, com os quais decidem fazer experiências sem qualquer sentido, tudo é igual; garanto-lhe. O lado humano encontramos apenas por parte dos enfermeiros e das senhoras das limpezas. É preciso força, tranquilidade e coragem. Estou certo que vai conseguir 😉

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        • Boa questão.. As nossas universidades de medicina deviam ter unidades curriculares na área de psicologia. Algo que obrigasse os médicos a utilizar o coração quando têm más notícias.
          Se já me sinto mal e estou nesta área nem imagino como se sentirão familiares como o Paulo..
          A infertilidade é todo um outro mundo da medicina. Não imaginava que em casos de doenças terminais também fossemos apenas números. É triste, muito triste.
          E torna-se ainda mais triste verificar que enfermeiras e senhoras da limpeza, com ordenados bastante inferiores aos dos médicos, sejam tão mais compreensivas..
          Um médico está sentado a ver pacientes e a falar com eles – é pago para lidar connosco!
          Uma senhora da limpeza, passa o dia de esfregona na mão, a limpar o que nós sujamos – são pagas para limpar. Estas senhoras, podiam não querer saber. Podiam nem sequer olhar para nós. No entanto, são elas que nos confortam…
          E é triste que assim seja.
          Muito obrigada 😉

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          • Dos meus colegas e alunos, aqueles que seguiram enfermagem foi por vocação. Creio que aqui reside o segredo. A minha, sempre foi para prof, psicólogo ou psiquiatra. Fugi a todos os cursos relacionados com medicina. Aos 18 não me considerava com sensibilidade para lidar com idosos e casos com os quais vim a trabalhar, por querer, como prof: as deficiências. Na verdade, tinha medo. Mas isso pouco importa. Continuo a achar que não tenho vocação para medicina. Bastava-me ouvir colegas do secundário querendo ser dentistas porque…iriam ganhar muito bem. O nojo que sentia.
            Infelizmente, e por estranho que possa parecer, encontrámos melhores medicos de familia do que os ditos especialistas nesse hospital. Claro que cada área é específica e nem todas são iguais. Nos nossos casos, há 1 denominador comum: aqueles que apreciam investigação têm matéria para tentar e voltar a tentar, dando uma palavra de alento aos doentes. Não o fazem… Gostava de poder dizer para que trabalham. São capazes de dizer que têm mts casos idênticos. Tal n aconteceu com o meu pai e na genética há tanto a aprender. Cumprem horários e olham a números. Nós, professores também temos cerca de 30 casos/turma e não podemos desistir. Enfim…
            Mas ainda há medicos iluminados. Tenhamos fé neles.

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  2. Ninguém conseguia prever que iam ser más notícias, especialmente depois do fiasco da última consulta… Lamento imenso.
    Sim, o esgotar de todas as hipóteses parece-me o mais sensato, especialmente depois desse comentário.

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    • Nestas coisas já devíamos estar preparados.. Eu hoje estava mesmo muito confiante.
      Nem sei porquê, eu sabia que podíamos não ser aprovados mas hoje estava confiante de mais sei lá, tinha quase a certeza que a marcação da consulta era para novo tratamento. Enfim..
      Pois, o comentário dá-nos um ponto de vista diferente do que tínhamos.. Dá uma certa esperança sei lá..
      Obrigada.
      Beijinho grande *

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  3. Olá Smurfina;
    Chamo-me Laura e também já andei por esses duros caminhos da infertilidade, felizmente tenho o meu tesouro, agora com quase 3 aninhos. Mas, quem passa por isto nunca voltará a ser a mesma pessoa, sou muito sensível a estes assuntos e por vezes “cusco” um pouco nestes blogues e quando entendo dou o meu testemunho que espero que ajude.

    O meu tesourinho também é um bébé Alberto Barros, foi lá que o consegui, a minha experiência no publico na minha zona (Norte) não é a melhor, não em assuntos de infertilidade, mas infelizmente tive que fazer uma interrupção involuntária de gravidez num hospital publico, que me traumatizou para sempre, não sou capaz sequer de passar por perto do hospital..

    No meu caso, quem tinha problemas graves era o marido, 0% de espermatozoides normais, resumindo, vi aquele resultado e fiquei em choque… chorei dias a fio até que o meu GO me aconselhou o Alberto Barros e lá fomos, 1º tratamento, embriões para duas transferências, ambas com resultados negativos, 2o tratamento, POSITIVO…

    O que quero que saibas é que, mesmo achando que não há solução, ela existe, pode é estar nas mãos de outra pessoa, não desistas, ouve uma segunda opinião, eu fui muito bem tratada na clinica Alberto Barros, muito mesmo, as coisas no 1º tratamento não correram nada bem, eu não respondia á medicação, resumindo foram uns amigos para mim, fartei-me de chorar naqueles consultórios e sempre, sempre me apareceu um ombro amigo.

    Smurfina, o dia de hoje não deve estar a ser fácil. Muita muita coragem

    Qualquer coisa que necessites pergunta, vou estar por aqui
    (desculpa o testamento)

    Laura

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