Quem és tu quando ninguém está a ver?

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Sou a mesma! É-me indiferente estar sozinha ou acompanhada, tenho apenas uma faceta.

  • Sou uma pessoa simples, tão simples que nem sequer uso maquilhagem. Creme hidratante para não andar com a pele seca chega-me perfeitamente. E de vez em quando pinto as unhas, mas isso já não é maquilhagem pois não?
  • Sou boazinha, até demasiado. Mas só enquanto não houver abusos. Tenho paciência para dar e vender, mas também tenho os meus limites [e, às vezes, salta-me a tampa porque eu não sou de ferro].
  • Gosto de ajudar os outros. De ouvir a palavra ‘obrigado’ quando ajudo. Prefiro um ‘obrigado’ do que um “Foste lá buscar-me aquilo? Ok, toma, trouxe-te isto”.
    Um favor é algo que faço esperando apenas ouvir/ler a palavra ‘obrigado’. Uma prenda não substitui um ‘obrigado’. A meu ver, fazer uma coisa à espera de receber algo em troca chama-se trabalho e não favor.
  • Depois de me ‘pisarem os caules’ não é fácil voltar a ver o meu lado bonzinho e prestável. Muito menos sem a palavra ‘desculpa’.
  • Sim, como já devem ter percebido, dou muito mais importância a atitudes e palavras do que a bens materiais! Não suporto pessoas que traduzem tudo a dinheiro e prendas. Não sou assim, nunca fui e nunca o serei!
  • Expludo com facilidade, a maioria das vezes só da boca para fora, aquele ‘bate forte mas passa depressa’. E se tiver de explodir na rua, num café ou numa loja expludo, pouco me importa que estejam outras pessoas a ouvir. Não me vou aguentar para explodir mais tarde, em casa, só porque já ninguém está a ouvir..
    E quando isso acontece é muito bom. Quando algo não me agrada e fico calada é mais complicado. Não falo para não dizer nada de que me arrependa, mas depois fico a remoer e custa mais a passar.
  • Durante discussões não digo nada da boca para fora. Às vezes posso dizer as coisas com o único objetivo de magoar, mas tenho cuidado com as palavras que utilizo, para depois me poder defender e não dar espaço a ficar sem argumentos à típica pergunta ‘ouviste bem o que disseste?’
  • Não sou de me gabar. Tenho noção dos meus defeitos e das minhas qualidades. Tenho plena consciência de que não sou perfeita e há imensas coisas paras as quais não tenho o mínimo jeito. Por outro lado, também sei para o que tenho jeito e consigo admiti-lo sem qualquer dificuldade.
  • Não sou falsa, mas também não sou desagradável. Se uma pessoa me perguntar ‘estou mais magra não estou?’ se eu achar que não mas sentir que isso irá incomodar a outra pessoa, sou capaz de dizer ‘sim, estás um bocadinho mais magra’.
  • Quando tenho algo contra uma pessoa, mais depressa a ignoro do que a critico. Poderei dizer ‘bom dia’ ou ‘boa tarde’, por educação, mas não esperem mais que isso.. Se não gosto, não vou fingir que gosto só porque fica bem [já não tenho idade para essas coisas].
  • Não sou mentirosa. Detesto mentir! Prefiro não responder e fujir à conversa do que mentir. Custa-me ter de mentir às pessoas quando me falam em filhos. Não devo nada a ninguém, não ando a roubar nem a pedir dinheiro para os tratamentos, porque raio hei-de mentir e não dizer que tenho um problema hormonal? Mas pronto, essa é outra questão e, para as mentes fechadas não nos olharem como ‘coitadinhos’ é melhor omitir o problema, para não chegar ao ponto de ultrapassar os meus limites e ter de ser desagradável. [No fundo, tenho quase a certeza de que isso iria acabar por acontecer, porque essas mentes fechadas também conseguem ser muito desagradáveis].

Sei que muito mais poderia dizer sobre mim mas de momento não me vem mais nada à cabeça e o post já vai suficientemente grande.

Hope You like it || Maria.Csblog

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2 thoughts on “Quem és tu quando ninguém está a ver?

  1. Em relação às pessoas já passei por diferentes fases: dizer abertamente, omitir ( não mentir) mas os comentários desagradáveis e inconvenientes chegam de qualquer forma. Passei para a fase do ataque de respostas loucas, provocadoras sem filtro… O que me traz um silêncio delicioso do outro lado 👿😬 Não sei se estou certa ou errada… Simplesmente as coisas acontecem de acordo com o meu estado de espírito…

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    • O problema é que estamos a viver na vila ‘dele’.. A mim ninguém me conhece. Aqui está a família dele.. E o que ele diz é que as pessoas vão olhar para nós como coitadinhos mas não vão dizer nada à nossa frente.
      Eu acho que em se começando a falar, iria chegar o dia de falarem à nossa frente e de nos podermos defender, mas ele prefere não arriscar 😕
      Na ‘minha’ cidade quase toda a gente que me pergunta por filhos ouve a resposta verdadeira e sem dramatismos! Só se for alguém que mal conheço é que omito e pronto..
      E como eu falo sem dramatismos, do outro lado não vem nenhum olhar de pena.. Muitas vezes até vem uma história de outra pessoa que conhecem e passou pelo mesmo..

      Mas gosto do teu ‘ataque de respostas loucas, provocadoras sem filtro’. Esse deve ser o que dá melhores resultados 😉 hehehe

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