O nosso processo no público

Eu bem estranhei só terem demorado 21 dias a enviar o processo.
Afinal, foi uma das funcionárias que teve a simpatia de enviar análises e exames por ‘portas travessas’..
A Dtra ainda nem sequer fez o relatório médico e, por isso, nos registos deles eu ainda não recebi nada!
É indecente.. Não há o mínimo respeito pelos pacientes que tudo o que mais desejam é ter um filho..
E não estou a queixar-me só porque sim. Estou a queixar-me porque precisava de determinadas análises que a senhora não mandou. Ela não teve culpa e eu só tenho de lhe agradecer pelo que enviou [já foi melhor que nada :)].. A Dtra é que já podia ter feito a porcaria do relatório para nós podermos seguir com a nossa vida. Para podermos seguir com o nosso sonho!

O nosso processo no HUC

Liguei dia 9 a perguntar se podia pedir o nosso processo sem ser presencialmente. Disseram-me que bastava enviar um e-mail e, mesmo achando estranho, assim fiz.
Nem meia hora depois estavam a ligar-me porque precisavam da minha/ nossa assinatura. Mas tudo bem, iam enviar a requisição e nós só tínhamos de imprimir, preencher à mão, digitalizar e enviar novamente [Ufff].
Expliquei a finalidade – já não me fazem mais tratamentos ali, por isso quero o processo para levar para a privada [IVI Lisboa] – “Então escreva isso é coloque MUITO URGENTE”.
Ok. Tudo tratado e com imensa simpatia [coisa rara pela minha experiência com o HUC – Não foi a primeira vez que foram simpáticos mas habitualmente não o são].

Dia 18 tornei a ligar para saber como estava a situação e fiquei super desanimada. Passo a explicar:

  • Ligo para o número geral, passam a não sei quem que nada sabe dizer;
  • Ligo para o S Jerónimo, “ai, isso não é connosco” e dão-me outro número;
  • Ligo para esse número e está tudo dependente do Relatório médico – aquele documento que só pedi porque me disseram que era obrigatório pedir!
  • Conclusão: com a antipatia que já lhes é característica responderam-me que não faziam ideia de quanto tempo iria demorar. “Podem ser 2 semanas ou 3 meses” (quem sabe se não mais).

Qual não foi a minha surpresa quando ontem, dia 30, recebi 3 cartas – Duas mais finas para o Smurf e um envelope mais cheio para mim. Chegou o processo completo 😀
Nós já pensávamos marcar consulta na IVI sem processo. Graças ao blog tenho tudo extremamente bem relatado, só não tinha resultados de análises, nem documentos que fundamentassem as minhas informações. Mas eis que, inesperadamente, 21 dias depois chegou o nosso processo! Ainda estou incrédula com esta rapidez.

E com esta chegada descobri que afinal fiz a análise anti-mulleriana 2 vezes [a tal referente à reserva ovárica, cujo valor ideal é por volta dos 2,0] e não só uma como pensava. Em ambas o resultado foi péssimo . A primeira foi 0,73 e a segunda (a que sabia ter feito) 0,63.

Mas adiante, o facto de ter todo o nosso processo é algo muito positivo para a marcação de primeira consulta na IVI. Agora só nos falta escolher a melhor data e telefonar a perguntar se há vaga, uma vez que a primeira consulta tem de ser marcada durante a semana.

Juntos os dois, com muita esperança de um dia sermos três!

Novo tratamento em Coimbra ou não?

Parece que sim. Pedi opinião a um Dtr do Porto e ele acha que sim, devo aproveite esta nova tentativa em Coimbra. Quanto mais tentar, mais probabilidade tenho de conseguir, segundo ele.
Já eu não penso nada assim. Ou melhor, penso e não penso assim. Claro que vale sempre a pena continuar a tentar, mas não com o mesmo procedimento, não com a mesma medicação.
Antes de começar já estou com muito mau pressentimento. Já acho que vou apenas perder tempo e dinheiro, enquanto espero a sua interrupção..
No último tratamento comecei logo com 300un de Menopur – o que é imenso. E se nem assim passei do nono dia, só vejo esperança se tentar outra medicação.
E, como a própria Dtra disse “vamos  tentar novamente, só para esgotar possibilidades” É o mesmo que dizer, vamos tentar só porque sim, por descargo de consciência. Logo à partida, é desanimador..
  

Su-rre-al

É o melhor adjetivo que encontro para a consulta de hoje (se é que aquilo que se passou hoje se pode considerar consulta).
Pois que estava marcada para as 11h30, chegámos às 11h33.
Estacionamento é mentira, havia imensos carros parados junto ao passeio e um Sr polícia a apontar todas as matrículas.
Após 1h na sala de espera lá entrámos e a consulta foi apenas para dar o resultado da anti-mulleriana – 0,6 [Os resultados podem variar mas o ideal seria que o valor fosse 2] e informar que o caso vai ser levado a nova reunião só para esgotar possibilidades e não dizermos que desistimos. Basicamente é por descargo de consciência. Até porque temos direito a três tentativas no público e teoricamente ainda não fizemos nenhuma porque nenhum dos três tratamentos chegou à transferência.

Posto isto, referi que a enfermeira tinha falado na questão da ovodoação, ao que a doutora respondeu “sim, tem a possibilidade da ovodoação ou da adoção”. E que, normalmente transferem para ovodoação mulheres com cerca de 38 anos (quase a atingir a idade limite para tratamentos no público).
Fiquei sem perceber o que aconteceria depois desta última  tentativa, caso o tratamento voltasse a ser interrompido..
Agora vou tentar entrar em contacto com um médico do Porto para pedir uma segunda opinião sobre fazer ou não esta última tentativa em Coimbra.
E foi surreal porque? Porque vivo a cerca de 150km dali [300 ida e volta] e, na minha humilde opinião, uma informação destas podia ser dada por telefone mas tudo bem..

Sobre a ovodoação, a única coisa que a doutora referiu foi que só se faz no Porto (como tinha dito a enfermeira) e que as listas de espera são de 2/3 anos (como já tinha lido no demaeparamae.pt) rematando que “as listas de espera são de 2/3 anos mas vocês ainda são novos, não é nada por aí além”. Claro que não aliás, nós andamos em tratamentos agora para ter um filho daqui a meia dúzia de anos claramente (ok, sabemos que havendo problemas de infertilidade pode acontecer mas não esperamos estar 2/3 anos em standby, esperamos ir tentando).
E hoje foi isto. Mais uma desilusão para juntar à lista 😦  

Habemus data

Consulta dia 12 de outubro.
O Smurf vai tentar tirar o dia para ir comigo. Vamos ver o que a Dtra tem a dizer sobre a nossa situação..

Querida Hope, calma. Eu sei que parece cliché (e no fundo é mesmo) mas eu acho que esse milagrinho vai acontecer quando menos esperares. Se fosse a ti tomava o pólen de abelha [e tudo mais que queiras alterar na tua alimentação para ajudar na fertilidade] mas deixava de pensar no assunto.
Estou a dizer-te isto a ti e a pensar “Sim, Smurfina, deixar de pensar no assunto, como se isso fosse possível”. Porque no fundo eu sei que não deixamos de pensar enquanto não conseguirmos o nosso positivo, mas tenta descontrair e pensar o mínimo possível.
As histórias de milagres por norma são assim.. “O médico disse que não havia nada a fazer, que nunca ia ser mãe biológica. Uns tempos depois senti-me enjoada e descobri que estava grávida.” [esta li há bastante tempo, já não sei dizer a quem se refere]
Ou até casos de “Não conseguia engravidar, tive um filho após algumas FIV e, dois anos mais tarde, sem que nada o fizesse esperar, engravidei novamente” – isto aconteceu à mãe-sabichona [e aconteceu uma história parecida a uma amiga da minha prima].

Faças o que fizeres, desejo-te toda a sorte do mundo para o teu milagre 🙂 Estou a torcer para que aconteça!

Nono e último dia FIV#3

De manhã, durante a recolha de sangue perguntei à enfermeira se estas dorzitas são realmente bom sinal (como eu pensava) e ela disse que sim, é sinal de que o ovário está a crescer e a produzir folículos.

Até aqui tudo ótimo. Fui para a ecografia toda contente e cheia de esperança.

De facto, tenho 1 folículo do lado direito 2 do lado esquerdo. Mas são super fraquinhos.

Conclusão: Interrupção de tratamento, análise anti-mulleriana (não sei ao certo do que se trata mas tem a ver com os ovários) e marcação de consulta com a dtra. 

Entretanto a enfermeira aconselhou-nos a pensar na questão de fazer o tratamento com óvulos doados. Disse para irmos ponderando sobre esse assunto e depois falarmos com a dtra no dia da consulta.

Em princípio vamos aceitar. No último tratamento nós tínhamos falado no assunto e chegámos a abordar uma bióloga sobre isso (era novembro, o Menopur e o frio estavam a dar-me cabo das articulações). Disseram-nos que éramos muito novos. Mas talvez agora não haja outra solução..

Enquanto decidimos e não continuamos juntos os dois, a tentar e desejar muito ser três!

Sétimo dia FIV#3

Hoje consegui estar mais animada. Noto a barriga mais inchada e tive algumas dores na zona dos ovários.
De manhã custou-me muito a sair da cama.
Andei meia mole durante o dia, com algumas dores de cabeça e com esta dor no fundo da barriga (na zona dos ovários).
Pousando os pés na terra, esta dor pode nem ser nada. Mas a verdade é que o ânimo é outro e a esperança aumentou bastante 😀
Vamos andando e vendo, juntos os dois a desejar muito ser três.
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